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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Arquiteto funcionário público, quem vai querer? - por Alexandre Delijaicov, André Takyia e Pedro Fiori Arantes


    A Móbile, a Revista do CAU/SP tem  espaço para os observatórios em que  dois editores e uma grande quantidade de colegas  contribuem com os temas.

  No observatório de obra pública Alexandre Delijaicov, André Takyia e Pedro Fiore falam num tema hiper atual, o arquiteto público. Atual pois temos  movimentos reivindicatório em várias prefeitura do estado por salários e melhores condições, diga-se reconhecimento.

  Os governos precisando aplicar uma política de desmanche do estado atacam primeiro quem o defende, os arquitetos e engenheiros públicos, terceirizam os setores da administração cujos os salários dos profissionais das empreiteiras diferem para mais em muito com seus colegas concursados ou realizam novos concursos com remunerações abaixo do piso da categoria para que ninguém participe  acabando com o conhecimento  que não é repassado a diante para as novas gerações, o acervo técnico público.

   Soluções temos, mas será com muita luta,  a aprovação da Carreira de Estado  e a arquitetura como política de estado com sua verticalização o início.

   .A importante  a análise de meus colegas e amigos é uma ótima fonte de debate entre a categoria para aprimorar  nossa organização e  elevar a consciência de classe tão  necessários para o sucesso de nossa dura jornada de lutas ,  boa leitura! 

Arq. e Urb. Victor Chinaglia-Coordenador da Móbile, a Revista do CAU/SP





Observatório Obra Pública | Alexandre Delijaicov, André Takyia e Pedro Fiori Arantes



Arquiteto funcionário público, quem vai querer?


   A figura idealizada do arquiteto esteve associada a do gênio criador e, modernamente, a do profissional liberal, autônomo em seu ofício, premiado e reconhecido no círculo privilegiado de seus pares. Quase todo estudante de arquitetura é estimulado a desejar ter escritório com seu sobrenome estampado, sair em capa de revista e ser um dia descoberto por um crítico internacional como nova promessa brasileira para a arquitetura mundial.

  Além do escritório-ateliê da “alta arquitetura”, os ciclos de crescimento econômico produziram grandes escritórios privados de projeto e, dentro deles, o arquiteto empresário e, em maior número, o arquiteto assalariado, desenhista heterônomo de fragmentos de projeto. Virar arquiteto-proletário, com liberdade de criação reduzida, seria, por outro lado, a chance de organização sindical e poderia ser ele bom arquiteto? Fazer carreira pública no Brasil pode ser atraente em alguns setores privilegiados, as chamadas carreiras de estado, em geral ligadas à justiça, fazenda, receita e altos cargos públicos, militares e civis. Mas para arquiteto e urbanista, esse é um lugar destinado aos que, talvez, tenham poucas ambições profissionais (ou do ego), almejam estabilidade ou não querem se aporrinhar com clientes privados.


 Além de salários muitas vezes abaixo do próprio piso da categoria, por ausência de carreira e consciência de classe, sempre frágil, contudo, em nosso campo liberal e competitivo – mas ação ainda necessária.

   Em ambos os casos, arquitetos do setor privado disputam contratos do Estado e consideram-se os mais preparados para receber as encomendas públicas de todos os portes – por concorrência, concursos ou por meio da anômala figura do notório saber e dispensa de licitação. Não é à toa que o grande nome da arquitetura brasileira foi um desses casos, e que ninguém contesta, pois Oscar Niemeyer foi o arquiteto número um do Estado brasileiro sem ser funcionário público.

    Existiu por um período um programa chamado “arquiteto da comunidade”, que depois passou a ser parcialmente replicado noutros países, mas não por aqui.

   Da mesma forma, bons projetos de edifícios públicos podem e devem ser concebidos por arquitetos do funcionalismo – mesmo que depois licitados e detalhados por escritórios privados. O Estado brasileiro precisa ter a capacidade de definir projetualmente suas necessidades e manter escritórios próprios de projeto em setores estratégicos da gestão. Equipes devem ser preparadas não apenas para realizar editais de licitação, termos de referência e fiscalizar o que contrataram, mas para executar planos e anteprojetos, uma vez que deverão ser plenamente conhecedoras das demandas de seus órgãos e usuários, dos custos e especificidades operacionais e de manutenção, além de defender o interesse público e das maiorias, o que o setor privado não faz por conta própria.

   O desmanche dos escritórios públicos e de sua cultura de projeto em nome da terceirização, inclusive da concepção, é um crime contra a capacidade da sociedade brasileira .Afinal, funcionário público, no imaginário social, é aquele burocrata cinzento, empoeirado e medíocre, desprovido de criatividade e sensibilidade. Como específica, o arquiteto em geral recebe responsabilidades muito acima da remuneração e do prestígio que lhe são destinados. São inúmeros municípios que, quando contam, têm pouquíssimos arquitetos para todo o setor de planejamento urbano, projetos, obras, desapropriações, aprovações e fiscalizações. O que resulta em dificuldades de todas as ordens, além de resultados precários, processos morosos e fiscalização insuficiente.


    Se, na máquina pública, já estão em número muito aquém do necessário, nas periferias das grandes cidades, os arquitetos são verdadeiros desconhecidos, apresentados por vezes na TV, como profissão de galã de novela. Não existe no serviço público o atendimento em arquitetura para a população, como ocorre com profissionais de saúde e educação e, mais recentemente, com a Defensoria Pública. Contudo, seria fundamental que o profissional do habitat estivesse lá, como aliás prevê a Lei de Assistência Técnica (11.888/2008) – lembrando que, historicamente, existiram e ainda sobrevivem alguns poucos escritórios de assessoria aos movimentos de luta por moradia atuando nesses contextos.

    Seria importante que o arquiteto estivesse nos loteamentos precários das nossas cidades com equipes multiprofissionais (fazendo parte do Programa Saúde da Família, nas Diretorias de Ensino ou da Defensoria Pública, por exemplo), atendendo às demandas por melhorias nas moradias autoconstruídas, situações de risco, regularização fundiária, requalificação de praças, escolas e equipamentos públicos. Em Cuba, único país latino-americano sem favelas, exileira, por meio do Estado, em definir suas demandas, critérios e meios de resolução, com inteligência própria, sem ficar refém da “venda de sistemas e tecnologias” pelo mercado. Veja-se o desastre brasileiro nas áreas de mobilidade, abastecimento de água, saneamento, energia e habitação, em que a iniciativa privada passou a comandar as decisões estratégicas em detrimento do interesse público, da justiça social e da qualidade urbana.

    O CAU e as escolas públicas de arquitetura deveriam propor a abertura de uma discussão sobre como a União,  Estados e municípios podem implementar e manter escritórios públicos de projetos – para planejar, projetar, orçar, construir e avaliar – obras de infraestruturas urbanas (de saneamento ambiental, mobilidade urbana e transporte público), equipamentos públicos (de educação, cultura, esportes, lazer, assistência e saúde) e habitação social (universal).


   Concursos de projeto são necessários e bem vindos, como trataremos em texto deste Observatório, mas a carreira pública deve ser reabilitada no plano de salários e gratificações, nas condições de trabalho, na contratação em número adequado de servidores em cada função no aparelho do Estado (com arquitetos prestando assessoria técnica das favelas aos tribunais de contas), sem descuidar dos aspectos da sua formação, desde as universidades, para termos profissionais preparados a enfrentar as mais diversas tarefas da arquitetura pública, a favor de sociedades e cidades melhores e mais justas.

Lúcio Costa, Affonso Eduardo Reidy, a engenheira Carmem Portinho, no Rio de Janeiro, e o arquiteto Hélio Duarte em São Paulo, serão lembrados como servidores públicos que contribuíram para a boa arquitetura pública brasileira, com alicerce ético humanista, social, público e coletivo.



Alexandre Delijaicov- Arquiteto e urbanista da prefeitura de São Paulo, prof. do departamento de projeto da USP e coordenador dos Grupos de Pesquisa em Projetos de arquitetura de equipamentos públicos e Infraestruturas Urbanas Fluviais da USP.

André Takyia-  Arquiteto e urbanista da prefeitura de São Paulo, Coordenador dos Grupos de Pesquisa em Projetos de arquitetura de equipamentos públicos e Infraestruturas Urbanas Fluviais da USP.

Pedro Fiori- Arquiteto e urbanista , pró reitor e coordenador do escritório público da UNESP e ex-coordenador da Assessoria técnica Usina .


sábado, 27 de dezembro de 2014

A Bauhaus de Moscou, Vkhutemas ,por Frank Svensson

















As Oficinas Superiores de Arte e Técnica, na Rússia, competiam com a Bauhaus. Mas ao contrário da escola alemã, a russa praticamente caiu no esquecimento, apesar de seus feitos arquitetônicos e artísticos.





Projeto da fachada da Vkhutemas para o 10° aniversário da revolução comunista



Um novo ser humano e uma nova forma de sociedade: a década de 1920 foi um período em que a arte deveria atender a tal exigência. Na Europa, sob a direção do arquiteto Walter Gropius, a Bauhaus estabelecia as bases de uma nova era para a arquitetura e o design.
Mas também na antiga União Soviética, intelectuais, artistas e arquitetos acreditavam nessa utopia com uma euforia pós-revolucionária. Tanto ali quanto na Alemanha surgiram as primeiras instituições de ensino que promoviam a vanguarda na arte e, principalmente, na arquitetura. Em 1919, surgia em Weimar a escola Bauhaus, e, um ano mais tarde, foram fundadas em Moscou as Oficinas Superiores de Arte e Técnica – as Vkhutemas.
As duas escolas são, muitas vezes, motivo de comparação. Frequentemente, as Vkhutemas são chamadas de "Bauhaus russa". E, de fato, as escolas russas têm semelhanças com a Bauhaus na Alemanha, principalmente na abordagem pedagógica e compreensão da arte.
Houve também uma cooperação: nos anos de 1927 e 1928, os estudantes realizaram intercâmbios de visitas e ideias. Na década seguinte, tanto a Bauhaus quanto as Vkhutemas fecharam.
Passados cerca de 80 anos, o espaço de exposição Martin Gropius Bau, em Berlim, apresenta a mostra Vkhutemas. Um laboratório russo do modernismo. No entanto, os curadores da mostra não quiseram colocar as duas escolas em pé de igualdade. Pois, além das semelhanças, há também inúmeras diferenças entre elas.

"Uma centena de Gropius"


Qualquer um, mesmo sem conhecimentos especiais anteriores, podia estudar nas Vkhutemas, que foram abertas por decreto do governo soviético. Isso também teve impacto sobre o número de alunos. Enquanto somente no primeiro ano, as Vkhutemas registraram 2 mil matrículas, na Bauhaus, estavam inscritos somente 150 alunos, distribuídos nas faculdades de Pintura, Escultura, Têxteis, Gravura, Cerâmica, Madeira e Metalurgia. A Bauhaus dava destaque ao design industrial, e, nas oficinas russas, o foco estava na arquitetura.






Estudantes da Vkhutemas executando tarefas práticas

Nas Vkhutemas, os estudantes podiam escolher o professor ou professora cujo curso queriam frequentar. Essa decisão não era fácil. Enquanto na Bauhaus, Walter Gropius era o diretor criativo no círculo de seus seguidores, na Vkhutemas, havia "uma centena de Gropius", explica Gereon Sievernich, diretor do Martin Gropius Bau. Estes incluem arquitetos como Alexey Shchusev, Nikolai Ladovsky e Konstantin Melnikov ou pintores como Kazimir Malevitch, El Lissitzky e Vassily Kandinsky, que, mais tarde, manteve o espírito das Vkhutemas ao ensinar na Bauhaus.



Alunos superam professores




Nas Vkhutemas, o ensino se baseava no chamado "princípio sintético", que previa uma proficiência tanto em atividades artísticas quanto artesanais. Os alunos começavam com composições abstratas, para aprender conceitos de espaço, forma e equilíbrio. Posteriormente, recebiam tarefas práticas, tendo que projetar bancas de jornal, caixas d'água e centros comunitários.


Projeto de Ivan Leonidov para o Instituto Lênin





Algumas vezes, os projetos estudantis apresentavam uma extravagância que ficaram tão conhecidos quanto os projetos de seus professores e professoras. Por exemplo, após a defesa do trabalho de conclusão de curso por Ivan Leonidov, que projetou o Instituto e Biblioteca Lênin em Moscou, os docentes se levantaram de seus assentos em sinal de respeito: o aluno superara seus mestres.






Vkhutemas: uma lição para o futuro?


Apesar do sucesso, a "centena de Gropius" não conseguiu encontrar uma linguagem comum. Cada novo reitor – no total foram três – mudava radicalmente a política da instituição de ensino: as estruturas, o corpo docente e os objetivos. Em 1930, as Vkhutemas foram dissolvidas na esteira de outra reforma da educação.






Habitação comunitária: projeto de Nikolai Ladovski



As oficinas foram fechadas e caíram no esquecimento durante décadas. A vanguarda soviética foi substituída pelo "realismo socialista". Apesar de seu importante papel para o desenvolvimento da arte e da arquitetura, na Rússia e em toda a Europa, as Vkhutemas, diferentemente da Bauhaus, não se tornaram conhecidas mundialmente.

* Para alguns historiadores da arte, isso ainda vai mudar: está por vir a época em que as conquistas das Vkhutemas receberão reconhecimento. De qualquer forma, até o dia 6 de abril de 2015, quem for ou estiver em Berlim poderá visitar a mostra, organizada em cooperação com o Museu Estatal de Arquitetura Shchusev, em Moscou.

Frank Svensson, professor da FAU-Unb edita o blog Arquitetura e Engajamento  franksvensson.blogspot.com

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A Móbile, a Revista do CAU/SP sopro de criatividade e o respiro da arquitetura e urbanismo atuais.


    O texto elaborado por mim e o colega Éder Silva para o editorial da  Móbile, a Revista do CAU/SP #2, enfrenta novos caminhos da arquitetura e do urbanismo de frente e por esses irão transitar onde o  tradicional mercado editorial não frequenta , por estar preso ao seu alimento , o mercado.
   A cidade vive uma realidade estabelecida fora dos parâmetros cartesianos do conhecimento, vivo como organismo ,somente vivenciando intensamente  ruas e vielas de suas  artérias sociais que a descobrimos, e assim conhecer nossa verdadeira vocação, o  papel social dos arquitetos e urbanistas.A arte de viver num espaço  transformador eterno e não hermético  deve ser o ambiente de nosso veículo sócio-cultural.
      Desconheço inovações tão livres como acontecem na  Móbile, a Revista do CAU/SP , nem mesmo as realizadas por estudantes e universidades, ainda se contarmos que trata-se de uma publicação institucional e realizado por profissionais renomados. Sempre aberta às novas ideias de  colegas, cheguei a ouvir da jornalista que   "aprendeu com ela ( Móbile) tudo que poderia fazer o que a condicionaram a não  fazer   pela sua faculdade!", troca de logo a cada edição, mudanças na diagramação, ilustrações não sequenciais , fotos livres e previsões de também inovar nos materiais, os papeis ,  brilhos  e formatos previstos para  2015. 
     Com conteúdo  crítico sem medo de errar e com a obrigação de acertar somente com a incerteza do novo, mesmo que pese  o  enfrentamento que uma publicação dessa  sucinta, tenho certeza da vida longo dos dois primeiros números,  que assim seja. 
   A Móbile, a Revista do CAU/SP é o sopro de criatividade  e o respiro  da arquitetura e urbanismo atuais. Aeróbica   do pensar contra  a musculatura rígida do conservadorismo.

Arq. e Urb. Victor Chinaglia- Coordenador da Móbile 





   No Brasil do processo veloz e violento da urbanização iniciada no século XX, a arquitetura ganha definitivamente nova escala com as mudanças nos cenários das cidades com suas obras e novos atores sociais.

   As necessidades de consumo para aquecer as máquinas das fábricas pelo número crescente de trabalhadores fazem nascer novas manifestações, adicionados pelos avanços tecnológicos que transformaram o modo de operar a arquitetura e a arte; a siderurgia, o concreto, a química, o carro, o avião, cinema, fotografia e televisão, afinal há luz nas cidades e nas artes.


  O planejamento e a gestão estão nos debates cotidianos: parques, avenidas, trens, metrôs, escolas, hospitais, aeroportos, moradias populares e infraestrutura. O desenho urbano torna-se um traço permanente na arquitetura e urbanismo.

  A terceira geração desses trabalhadores urbanos, na mudança dos séculos XX para XXI, produz a arte que sai do ambiente interno da arquitetura e ganha as ruas, tendo a própria cidade como suporte artístico que sintetiza suas vidas ao ritmo da opressão e resistência. A periferia da produção arquitetônica e artística torna-se visível com seus grafites, músicas e costumes nascentes dos conjuntos habitacionais e favelas.

   Novas tecnologias, a facilidade de comunicação advinda da cibernética e dos satélites modificam novamente a escala e a velocidade humana em todos os sentidos ao entrar no século XXI. O celular vira um mundo, as artes ganham as massas e as imagens, as alturas.


   Pode-se ver por meio de lentes nosso planeta e suas frenéticas cidades jamais imaginadas aos olhos humanos, do espaço. O fotógrafo paulista Cássio Vasconcelos reflete esse novo olhar em seus trabalhos. As cidades são imagens surpreendentes, imediatas e vivas, nada escapa às  novas lentes e, dependendo da objetiva, é a própria obra.

   A arte convive simbioticamente com a arquitetura e o urbano a ponto de, em alguns momentos, não distinguirmos quem é o suporte: a arquitetura, o urbanismo ou a própria arte.


   Exemplos disso são os trabalhos de Alexandre Orion, Kobra, Eduardo Srur e tantos outros reconhecidos pelas mídias e milhares que ainda continuam escondidos atrás de suas próprias intenções.


  A Móbile, a Revista do CAU/SP, nasceu nesse contexto para inovar as artes gráficas e trazer o debate da arquitetura e urbanismo para as novas escalas das cidades e da sociedade, longe do formalismo conveniente e preguiçoso. E cada texto, foto ou desenho em nossas folhas movimenta-se com a intensidade inovadora e criativa que nossa profissão exige.

  Não haverá rigidez para nenhuma letra, texto, foto, desenho ou qualquer manifestação em nossas folhas e sítios eletrônicos. Influenciaremos na liberdade de criação com mais liberdade!



  Optamos pela eternidade do movimento envolvente nos móbiles e comemoraremos as novas escalas, suportes artísticos e ideias sem dogmas.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mercado, ensino e canteiro de obras foram temas do Programa Câmara Aberta











 Programa Câmara Aberta especializado em questões sindicais entrevista os arquitetos Victor Chinaglia, diretor jurídico do SASP, Maurílio Chiaretti presidente do SASP e Alexandre delijaicov arquiteto da prefeitura e da FAU-USP.

Mercado, ensino e canteiro de obras foram temas dessa matéria.