Sudário em pano em branco.
ruas
fedorentas
apertadas,
onde o olhar
é para cima
e ao bar
sem rota
de fuga,
na esperança
de servir
ao ser
sem ir,
em ser
o Malcolm X
do
sebastianismo
da
liberdade
que
não
chega.
Um beco
escuro,
saída de
boate
numa avenida
de solidão
coletiva ,
individualismo cruel
de um amor perdido
de vidas achadas,
que não
convivem
com a
solidão
do casal
num quarto
de
uma vida
inteira
enterrada
em
lençóis
limpos.
Labirinto
que a vida
há de
não bastar
perdida ,
achar
que
um
novo
amor
é
chegar
na saída
de
horizonte
infinito ,
ao sol
aquecer,
o corpo
insalubre
dos
becos
e
bares ,
e marcar
o sudário
do sexo
livre de
todos
os
males.
Victor Chinaglia

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