Fábula de um arquiteto
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
casa exclusivamente portas e teto
O arquiteto o que abre para o homem
( tudo se sanearia desde casa abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa
Até que tantas livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto,
até fechar o homem: na capela útero e
com confortos de matriz, outra vez feto.
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| Gravura-Artigas |
A arquitetura como construir portas,
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| Obra de mutirão popular organizado pela Cooperteto |
Poema de João Cabral de Melo Neto, brasileiro nascido em 1920 e eternizado materialmente pelo povo, poema dedicado a sua visão frente à Capela de Ronchamps, depois da influência de Oscar Niemeyer em sua produção e sua espantosa mudança de linhas.



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