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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Arquiteto, nós realizadores

  

 Arquiteto, nós realizadores  

    Fui contratado por um amigo para  realizar projeto de um restaurante de culinária japonesa em São Paulo, a Paulicéia Desvairada.

     Veio a proposta na  cabeça um jogo de azulejos ao ritmo do modernismo brasileiro, perdido nos dias de hoje e tão útil em proteger as alvenarias num país tropical e com muita chuva no verão.

    Nada mais paulistano que sua própria  calçada símbolo, de concreto hidráulico,    de tantas idas e vindas de trabalhadores , dentre eles o  japonês.

    Referência sim, de nosso  piso simbolo rígido em concreto e cores , entre  a metamorfose das   carpas em dorsos livres e em movimentos.

    O estático recebe carpas  gélidas  com suas  cores de falsa   tropicalidade ,  representando a miscigenação brasileira com  antropofagia cultural  paulista,  torna-se a linda   genética  em construir o novo.

   O projeto  tem em Escher inspiração, o sacro da dedicação do desenho com a confusão a e referencial de novos olhares.  

     Longe do desenho opressor e servil, faço aqui um painel de contemplação para todos  vejam a paisagem do prédio, sem o egoismo das galerias privadas e próximo ao rearranjo dos grafites urbanos.   

              O doar sem imposição!    
        
           Grande mestre Artigas rompia com designo renascentista e assumia  o design, agora sim nos dias atuais, assumindo-se como o arquiteto proletário, com a responsabilidade dentro da cadeia produtiva da construção, hoje bem definida como indústria e  em larga produção.

            O arquiteto e seu papel inserido às bases ,é a vanguarda estética do futuro
            O desenho é fruto do esforço  do trabalhador, ferramenta  da produção a serviço do prazer do mesmo.














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