Arquiteto, nós realizadores
Fui contratado por um amigo para realizar projeto de um restaurante de culinária japonesa em São Paulo, a Paulicéia Desvairada.
Veio a proposta na cabeça um jogo de azulejos ao ritmo do modernismo brasileiro, perdido nos dias de hoje e tão útil em proteger as alvenarias num país tropical e com muita chuva no verão.
Nada mais paulistano que sua própria calçada símbolo, de concreto hidráulico, de tantas idas e vindas de trabalhadores , dentre eles o japonês.
Referência sim, de nosso piso simbolo rígido em concreto e cores , entre a metamorfose das carpas em dorsos livres e em movimentos.
O estático recebe carpas gélidas com suas cores de falsa tropicalidade , representando a miscigenação brasileira com antropofagia cultural paulista, torna-se a linda genética em construir o novo.
O projeto tem em Escher inspiração, o sacro da dedicação do desenho com a confusão a e referencial de novos olhares.
Longe do desenho opressor e servil, faço aqui um painel de contemplação para todos vejam a paisagem do prédio, sem o egoismo das galerias privadas e próximo ao rearranjo dos grafites urbanos.
O doar sem imposição!
Grande mestre Artigas rompia com designo renascentista e assumia o design, agora sim nos dias atuais, assumindo-se como o arquiteto proletário, com a responsabilidade dentro da cadeia produtiva da construção, hoje bem definida como indústria e em larga produção.
O arquiteto e seu papel inserido às bases ,é a vanguarda estética do futuro
O desenho é fruto do esforço do trabalhador, ferramenta da produção a serviço do prazer do mesmo.








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