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sábado, 11 de maio de 2013

A CASA MONDRIAN, FUNCIONALISMO E FORMALISMO SUBJETIVO

   Enxergar  a arquitetura moderna através da crítica,  produziu  paisagens que realmente questionam nossa  profissão e mais, esconde o caráter ideológico por traz da alienação de conceitos das construções.
   Sou fruto e filho do modernismo. Justificado pelo prestígio adquerido pelos arquitetos brasileiros com a construção de Brasília e outros prédios ícones , acentuado pelo papel  de nossos profissionais na formação política e intelectual de nosso povo, determinantes em minha escolha.
     Fato nato que não impede o olhar novo e de futuro. 
    Romper com o formalismo do estilo internacional e praticar o funcionalismo  é um divertimento que requer conhecimento e firmeza ideológica, brincar com a cultura e a arte é um jogo perigoso e difícil, mas prazeroso no sentido masoquista.Vide futuras críticas.
   Fui contratado para projetar uma residência no prestigiado Distrito de Barão Geraldo em Campinas, terra de professores, alunos e boêmios, onde esta a UNICAMP.
    Nesse caso era um imóvel para uma senhora que ficaria próxima dos filhos em um terreno bem arborizado e agradável.


  Foi que veio-me a ideia de sem romper com a arquitetura já posta no terreno e adjacências, brincar com a planta baixa, afim de diminuir esforços da futura moradora, um desenho simples e elegante...inspiração...Mondrian!
   O velho Piet,  pai de tudo que é moderno.

Espaços interligados e protegidos em seu interior, mas de fácil circulação.

     A sala como referência, integrando a cozinha e as áreas funcionais e de serviços-lavanderia, atelier e a própria suíte, com uma varanda de ampliação espacial.Pé direito central alto com os cômodos acolhedores  e com ampla visão da vegetação e insolação natural.

      Alturas diferenciadas  definindo volumes e sensações. 
A entrada enclausurada ante ao espaço exterior exuberante e  a descoberta do interior a vir .
O vislumbre do novo.

A cozinha com altura convencional separa por  meia parede, em contraste com o pé direito  duplo da sala, como se a alvenaria crescesse ao contorno do desenho.

Pé direito duplo da sala com iluminação natural  superior, quase sagrada  em   proporção com a entrada  dos cômodos , baixa comum e aconchegante.A inversão  do sagrado e profano , público e intimo,  pudico e o segredo imoral das casas burguesas convencionais.
Luz natural na sala em olhar oposto e aos fundos com uma ampla varanda composta pelas paredes dos quartos e coberta pelo telhado , discreta, contemplativa e íntima.

   O sistema construtivo foi de blocos estruturais pela agilidade e por ser comportar bem fisicamente e plasticamente ao desenho reto proposto, com pouquíssima perda de material.   
O piso de bloquete de concreto dito permeável, regular e seguro.
Faltaram  as cores primárias e fortes, que ainda virão.


    Coerente  da afirmação de Mies Van Der Rohe de que "a forma não segue a função" ,   aproximo-me  da   arquitetura cotidiano funcionalista , mas  antagônica com os   destroços culturais da nova arquitetura  pret a portea    impessoal e global nos moldes neoliberais.
    Conceituar o projeto não significa acompanhar cartilhas, sejam quais forem e muito menos manuais tecnológicos e programas de software. 
    Esse foi o caminho que seguimos.

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