Flavio Motta em 1967 lança o texto "Desenho e Emancipação" que em conjunto com Villanova Artigas veio a dar linhas gerais do que seria o curso de arquitetura e o seu papel social, substituindo a figura do arquiteto decorador pelo tecnológico, sendo o habitar uma necessidade humana.
Lúcio Costa, Niemeyer, Affonso Reidy e os Modernistas do Rio e Artigas e os arquitetos da chamada Escola Paulista, influenciaram várias gerações,que posteriormente teve em Sérgio Ferro, Flávio Império e Rodrigo Lefévre seus continuadores no pensar arquitetura na ótica marxista e que viria formar a minha.
Meu pai era amigo de Artigas, Motta e todo uma geração de artistas e arquitetos que conviveram entre 1971 e 1978 fazendo trabalhos para Secretaria de Planejamento do Município de São Paulo ou na EMPLASA e mesmo na iniciativa privada, na Hidroservice e na Hidrobrasileira ,que empregaram muitos perseguidos políticos durante a ditadura civil-militar, dentre eles o Flávio Império que já tinha sido estagiário de Joaquim Guedes em 1959.
Engenheiro especialista em planejamento , o velho Victor Chinaglia foi decisivo para minha escolha em ser arquiteto ainda aos 8 anos.
Na FAU-PUCCAMP entre 1985 e 1989, ano da Nova República e da legalidade do PCB, foi o aprendizado deixado pelo Rodrigo Lefévre e seus colegas , meus professores.
Como Diretor de Urbanismo ou Secretário de Planejamento aprendi muito com Niemeyer, Fábio Penteado e principalmente Joaquim Gudes que moldou definitivamente minha visão do papel social do arquiteto e a arte de projetar.
Hoje , tenho em Mário Yoshinaga um colega de estudo e parceiro de idéias e ao lado do Arquiteto Marco António Alves Jorge, o Kim, a oportunidade através das cooperativas Cooperteto de Habitação e na Braço Forte de Arquitetura e Construção de atuar e ser parte do canteiro de obra.
A participação do povo no poder decisório do projeto e da obra, em conjunto com toda a cadeia produtiva da indústria da construção civil sem o intermediário, me faz ter certeza do papel do arquiteto na busca política de uma sociedade moderna, participativa e democrática, que ainda teremos.
O quadro dedicado a mim quando eu tinha 5 anos foi feito por Marcelo Nitsche e retrata a esposa de Flávio Motta.
O quadro dedicado a mim quando eu tinha 5 anos foi feito por Marcelo Nitsche e retrata a esposa de Flávio Motta.

É Vitinho, algumas pessoas já estão predestinadas, nascem filhos de "mestres" e descobrem suas aptidões desde cedo. Parabéns, querido por seu talento, vocação, dedicação e também pela genética, pq não. Bju.
ResponderExcluirObrigado, bjs
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