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sábado, 19 de janeiro de 2013

PROJETO E OBRA PÚBLICA, PEDRAS E PADRES na reforma da Matriz Velha de Americana

   Projetos transmitem sensações diferentes ao arquiteto, uma casa em que as pessoas morem confortavelmente, um loteamento bem resolvido que ofereça convívio e melhoria na qualidade de vida de seus moradores, mas obras públicas me satisfaz pelo esforço coletivo em melhorar a cidade, envolvendo a sociedade civil organizada, moradores, comerciantes e os trabalhadores públicos que  podem demonstrar a importância de suas tarefas para a população.
  Trabalhei e coordenei o departamento de urbanismo de Americana, o UDFU entre 1997 a 2000 e  lá pudemos apresentar e realizar algumas obras que implementaram melhorias na região central.
  O projeto contou com a parceria da Associação Comercial local, a ACIA e previa um quadrilátero com ampliação dos calçadões, portanto da área de pedestres e que tinha como vértices os pontos históricos e referenciais da arquitetura , a estação ferroviária, a Matriz velha, a Biblioteca e a praça principal.
  O calçadão assim apelidado pela a população, representa o  espaço de ações multifuncionais para a cidade, o convívio, circulação e o comércio, transformar o espaço público em qualidade de uso e firmar os marcos históricos de uma cidade construída à força dos trabalhadores e operários da ferrovia Paulista e da indústria textíl, história acobertada nos livros oficiais e encoberta por reboco e tinta.
   A Matriz Velha, esta assentada numa pequena colina forjada pela a remodelação das vias ao entorno e que aproveitei para dar a maior monumentalidade ao pequeno prédio, colocando uma escadaria de acesso na parte mais alta e aumentando a parte plana para atividades cívicas e religiosas, para tanto imaginamos um paisagismo limpo onde a disposição das palmeiras daria  um efeito de perspectiva na tentativa de crescer o mesmo espaço.
   A iluminação seria de poucos postes altos para evitar o  paliteiro na paisagem com luminárias que nem sempre ou quase nunca combinam com o histórico do local.Á noite fica  grande  a visibilidade do  prédio e da praça. 
    Problemas houveram, os comerciantes de frente a Igreja ficaram temerários com a altura da praça que poderia prejudica-los e o custo do piso nos obrigou a  ampliar o paisagismo para redução da metragem quadrada e a persistência do Padre em manter um avançado de telha de zinco no prédio histórico e as grades anti-mendigos, típicas da arquitetura pós moderna e neoclássica de grandes cidades. 
  O desenho do piso e as palmeiras busquei inspiração no projeto de remodelação da Matriz de São Sebastião, onde ali comerciantes, engenheiros da prefeitura e o padre perceberam a importância das festas  e  manifestações populares em espaços que deveriam ser de todos.    

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