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terça-feira, 14 de abril de 2020

Perfume e baton










Cada gota
que saia dessa mulher
lambia
depois
me escorria
cheirava, colírio e
me perfuma,



baton
de carne ,

caminho

que finita
aos pés ,
beijos
que
retorna
ao
tudo

a boca
aos
abraços

paixão

aos carinhos
da mão

Caminhos que não se apagam





Ao primeiro e eterno piso apegado lunar , gosto das pegadas apagadas pelo mar na areia eterna da utopia terna da maresia

Retoque







Olhando para o passado do futuro , a distancia não desbota a tinta desse quadro, etapas resolvidas, onde a última pincelada poderia estragar a beleza da vida impressa sem correção, novas inspirações a vir mais leve e iluminada, como uma tela, dedicada a ela em delicada aquarela. cada erro na arte rascunho a ser descartado, escondido ao contrario na vida devemos transformar cada erro , como detalhe bem elaborado, de um mural cinematográfico sem moral, sem final.

domingo, 23 de fevereiro de 2020









Relógio quebrado
que não faz
o tempo
parar,

o tempo
que o fez
quebrar,

a cara ,
os ossos
como
ponteiros ,
fora de
eixo

que
marcam
um
amor
sem horário,
sem sentido,

bateria
de sentimetos,
badaladas
na mente,
pêndulo
da vida,

para
mim
se
o tempo
voltasse,
basteria.......











A tempos estou sendo pressionado para mudar esse blog de arquitetura e urbanismo, ativismo social e político para adicionar outras das minhas paixões, as que podem ser escritas , desenhadas ou mesmo fotografadas , mas principalmente as poesias que sempre escrevi mas que eram sub-julgadas  pelo desenho, que em minha adolescência me dava tanto prestígio num menino encabulado e pura testosterona.

Nada como aquele livro do Fernando Pessoa que era de meu pai para eu viajar nas letras que mudavam de personalidade , e hoje agradeço a Caieiros, Campos e até Ricardo Reis. Tive uma passagem longa pelo concretismo, a construção das letras e versos visuais, hoje caio em todas as fontes e escalas, as que pelo menos alço mesmo sem suporte.

Espero que possamos se divertir bastante por aqui, em momentos difíceis que a arte resiste como arma civilizatória e de comunhão.