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domingo, 21 de junho de 2020

Estou aqui ...... e estarei sempre aqui para você .
















Lembrei hoje,
d'uma escadinha de madeira, 

acesso para uma varanda,
 
que protege elevando uma
casa simples 
das marés, 

cinza a e com pregos
enferrujados ,

não chamava 
atenção 
frente a beleza do mar,

visto pela varanda e janelas , 
a sombra do telhado 
ou aconchego das portas, 

hoje a ausência de
quatros degraus
daquela escadinha, 

fica a dificuldade 
para a
beleza 
da vida curta, 

vista de fora ,
não impede 
de chegarmos 
perto, 

na insistência 
que limpa e 
mantém 
caminho,

podendo
 ser visita 
ou rota 
de fuga.





sexta-feira, 19 de junho de 2020

saudações a saudade






Envio a última mensagem da noite para consolar-me de um amor distante , após durmo profundamente , acordo por um instante,
como se fosse trabalhar , desço até a cozinha para beber água, vejo a garrafa de whisky quase vazia
e latas de cervejas
em cumplicidade com
o
silêncio,
minhas pistas são papéis e desenhos
jogadas na mesa,
......... alguns que voaram
e caíram pelo chão por vaidade , de novo,

somente, saudações à saudade .

sábado, 6 de junho de 2020

domingo, 24 de maio de 2020

Ledo engano da verdade.




Amor ,

ao pico
alto e difícil
de chegar 
e quando alcança 
as nuvens não deixam
ver o horizonte ,

trajetória que 
deixa 
um diário 
de poemas ,

de trilhas para não seguir 
e sobre caminhos 
se certos ao cume , 
não ensinam à descer 

e esse é o papel do diário,

para outros lerem
e fazer o mesmo 
caminho ao topo .....

e escreverem novas
histórias sobre
os mesmos
aclives 
e
novas
crises.

sábado, 9 de maio de 2020

Pão nosso de cada noite.


Victor Chinaglia 09/05- 48° dia de quarentena

Poemas que saem 
do calor das  fornadas
em  paixões, 

aquecem e fortificam corpos ,copos e almas, 
da mesma semeadura fermentada ,
da noite profana ou sacra .

Do chão sagrado da padaria ,
saem a representação
do corpo de Cristo e 
o pãozinho da madrugada ,
hóstia dos boêmios
da noite expurgada . 

Comunhão que renova-se 
a cada amanhecer
pelos  notívagos ,
padeiros de perfumes ,
que saem de letras em frases imantadas , 

poemas ,

pandemias de amor 
em padarias próximas, 

lugar sempre permitido ,
templos nessa quarentena 
de solidaria solidão , 
devemos !

Dividir o amor,
como se divide o
pão!