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sábado, 8 de julho de 2023

 


Sudário em pano em branco.


De Miles Davis
a
Vinícios
não
tem por
onde fugir,
ruas
fedorentas
apertadas,
onde o olhar
é para cima
e ao bar
sem rota
de fuga,
na esperança
de servir
ao ser
sem ir,
em ser
o Malcolm X
do
sebastianismo
da
liberdade
que
não
chega.
Um beco
escuro,
saída de
boate
numa avenida
de solidão
coletiva ,
individualismo cruel
de um amor perdido
de vidas achadas,
que não
convivem
com a
solidão
do casal
num quarto
de
uma vida
inteira
enterrada
em
lençóis
limpos.
Labirinto
que a vida
há de
não bastar
perdida ,
achar
que
um
novo
amor
é
chegar
na saída
de
horizonte
infinito ,
ao sol
aquecer,
o corpo
insalubre
dos
becos
e
bares ,
e marcar
o sudário
do sexo
livre de
todos
os
males.
Victor Chinaglia
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Vanja Porto, Victinho Chinaglia e outras 24 pessoas

sábado, 30 de abril de 2022



Anti odor do fascismo 


uso o colírio de Malevich,

colônia  de Rosa luxemburgo

loção de maiakovisk ,

anti séptico de Stalin 

e o perfume de Lenin 


e para a alma além do corpo e face, 


banho de Iemanjá 

e água de cheiro dos orixás. 


tudo marca luta de classe !

domingo, 24 de abril de 2022

 Somos

poemas
em
giz
de
lousa
após
escrevermos ,
viramos
pó.
Pode ser uma imagem em preto e branco






meteorologista de tempo

 FLuidez ao passado

eva poração
ao futuro.
Nos iludimos ,
um com o'utro,
de forma que projetamos
vontades
desejos
que
não
são atributos
nossos.
O medo de mudar
é maior que
o medo de ficar
tudo igual
na trilha insana
e
livre
clima .
Eu,
meteorologista
não previ
que qualquer
história
nasce
da
fluidez da chuva,
refresca
e
empurra a sujeira do chão
para o rio que nos alimenta.
O tempo ao clarear ,
e
pouco atenta,
vosso equipamento
vira peso morto,
a se perder
na embriaguez
do esquecimento.

 fazer um audio

fazer algo
fazer. o
que não
sabemos
o
Vai
dar
certo?
mas ,
melhor
tentar
que a realidade
a vontade
não tem idade
curiosidade
que
façamos
nossa
cidade
nada de casa
apenas ............
felicidade