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sábado, 11 de maio de 2013

A CASA MONDRIAN, FUNCIONALISMO E FORMALISMO SUBJETIVO

   Enxergar  a arquitetura moderna através da crítica,  produziu  paisagens que realmente questionam nossa  profissão e mais, esconde o caráter ideológico por traz da alienação de conceitos das construções.
   Sou fruto e filho do modernismo. Justificado pelo prestígio adquerido pelos arquitetos brasileiros com a construção de Brasília e outros prédios ícones , acentuado pelo papel  de nossos profissionais na formação política e intelectual de nosso povo, determinantes em minha escolha.
     Fato nato que não impede o olhar novo e de futuro. 
    Romper com o formalismo do estilo internacional e praticar o funcionalismo  é um divertimento que requer conhecimento e firmeza ideológica, brincar com a cultura e a arte é um jogo perigoso e difícil, mas prazeroso no sentido masoquista.Vide futuras críticas.
   Fui contratado para projetar uma residência no prestigiado Distrito de Barão Geraldo em Campinas, terra de professores, alunos e boêmios, onde esta a UNICAMP.
    Nesse caso era um imóvel para uma senhora que ficaria próxima dos filhos em um terreno bem arborizado e agradável.

sábado, 13 de abril de 2013


CUBA nos anos 60, UIA e os estudantes.
Vários estudantes de Cursos de Arquitetura da America do Sul embarcaram no Navio Russo Nadezda Krupskaya em Santos, BR, para Cuba, eu entre eles.

sábado, 30 de março de 2013


A CONTRIBUIÇÃO DE MARX AO CONHECIMENTO DA ARQUITETURA


Frank Svensson. 
Texto publicado em 4/11/2012- frankssvensson.blogspot.com.br

segunda-feira, 11 de março de 2013

ROBERTO SEGRE, cidadão do mundo justo e solidário

   Roberto Segre nasceu em Milão em 1934, formou-se Arquiteto e Urbanista na FAU de Buenos Aires em 1960, logo foi convidado pelo próprio Fidel Castro a trabalhar em Cuba.
  Eram dias difíceis, Cuba acabava de declarar-se socialista e muitos dos profissionais fugiram com suas famílias burguesas para os EUA, deixando o povo sem quadros técnicos, faltavam portanto arquitetos voltados para a difícil tarefa de construir moradias populares para todos.
  Nesse período um navio com dezenas de arquitetos brasileiros foram fazer mutirões em Cuba e ao retornarem tiveram  triste conhecimento que aqui houvera um golpe de estado civil-militar de direita e acabaram todos fichados em Recife, pelo simples motivo de irem prestar solidariedade ao povo latino americano e irmão. 
  Jovem ao chegar na ilha  aos 29 anos,  Roberto Segre permaneceu em Cuba por 31 anos, quando resolveu em 1994 ir lecionar na pós da FAU da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, no mesmo ano que fui convidado a estudar na FAU-CUJAE sua escola enquanto lá viveu , fazendo o caminho inverso  geograficamente ,  mas trilhando o mesmo caminho ideológico.
  Foi muito de sua contribuição que a indústria da construção civil de Cuba fosse uma das mais avançadas e desenvolvidas do mundo.
   Ele também colocou a arquitetura latina americana e do caribe em debate mundial.
  Estávamos em tratativas para convida-lo a fazer a abertura de nosso 1° Conferência Estadual do CAU-SP, quando recebemos a notícia de colegas do Rio de Janeiro de sua brutal morte por atropelamento na cidade de Niterói. Possibilidade de reeditarmos seu grande sucesso Arquitetura e urbanismo da Revolução Cubana, hoje fora de catálogo e difícil de encontrar até em sebos, pois os tem mantém. 
   Fica aqui a certeza que sua trajetória em  escala mundial pela arquitetura social não foi em vão,  Roberto Segre vive!!

 Principais trabalhos

  • America Latina en su arquitectura; México: Siglo XXI Editores, 1975
  • Arquitetura e Urbanismo da Revolução Cubana; São Paulo: Nobel, 1987
  • America Latina Fim de Milênio, Raizes e Perspectivas de Sua Arquitetura; São Paulo: Nobel, 1991
  • Arquitectura Antillana del Siglo XX; Bogotá: Universidad Nacional de Colombia, 2003
  • Brasil - Jovens Arquitetos; Rio de Janeiro: Editora Viana & Mosley, 2004
  • Guia da arquitetura contemporânea; Rio de Janeiro: Viana & Mosley, 2005
  • Geografia e Geometria na América Latina: Natureza, Arquitetura e Sociedade; São Paulo: Memorial da América Latina, 2005
  • Casas Brasileiras. Brazilian Houses; Rio de Janeiro: Editora Viana & Mosley, 2006

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