O PRÉ-MODERNISMO EM FORMA DE PÓS
O culturalismo no mundo globalizado desempenha um papel de dominação eficiente, disseminação da política de estado da matriz dominadora para área da cultura, onde qualquer elemento não adaptado aos padrões é severamente segregado. Fora dos marcos ocidentais, sobram bombas e ocupações.
O Brasil, dentro da área de influência dos Estados Unidos é fortemente atacado pela política culturalista.
O uso crescente do anglicismo em nossa língua decorrente principalmente da superação tecnológica a nós imposta. As influências em nossa música destruindo e substituindo o tripé samba-sertanejo-regional pelo pagode-country – axé music e universitários de todos os tipos. Nosso cinema diminuído pelas as empresas hollywoodianas que infantilizam e massificam seus padrões gratuitamente, adentrando as casas de nossos trabalhadores, dos conjuntos habitacionais às palafitas e morros de nossas cidades sem esforço da guerra e claro a comunicação, agente difusor dessa política muitas vezes compartilhada com seus antigos concorrentes nacionais, agora no papel de sócios menores.
Ações que transformam qualquer manifestação cultural alheia a sua vontade, em mero folclore decorrente do atraso cultural em que se encontra parte de nosso povo.
Na arquitetura a situação não se difere, a busca da referência nacional dentro do contexto modernista, diga-se escola paulista, o paisagismo de Burle Marx, as obras de Niemeyer e Vilanova Artigas, as cidades de Joaquim Guedes e tantos outros que forjaram o moderno e brasileiro, é agora substituído pelo neoclássico e pós-moderno.
Neoclássico que apresenta elementos ecléticos que dão certa nostalgia à pequena e a decadente burguesia representa a eliminação com qualquer identidade nacional, nos remetendo ao falso academicismo que empastelou a paisagem de nossas cidades em nome do mercado imobiliário. Define-se como manifestação arquitetônica do neoliberalismo.
O pós- moderno caracteriza-se fundamentalmente pela crítica ao modernismo, mais severamente à sua corrente formalista e sua visão social, atrelada à produção e aqueles que a produzem, os trabalhadores. Propalam-se livre para criar, não definindo-se esteticamente, incitam a alienação política como agente facilitador da visão de mercado, produtos, da cultura do individualismo e de conquistas da supremacia da globalização, o futuro chegou para o mundo.
Podemos vê-los simultaneamente em Dubai, São Paulo, África do Sul e no leste europeu com suas formas de gosto duvidoso e adornos de produtos industrializados oriundos de nossas matérias primas a um custo altíssimo de energia ambiental e humana, mas principalmente ao peso de nossa dependência cultural!
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