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quarta-feira, 15 de abril de 2020

SURJO SUJO, ANDO ME LIMPANDO.






Saio de casa
ainda a noite.

A corneta
do exército
toca
os
meninos
para a
destoca
sem
motivos.

Os pássaros
cantam como
fosse para
alguém.

Deixo o lixo
na porta
na esperança,
quando
chegar
dele
nem
lembrar.

Caminho comigo
a começar o dia,
imprevisibilidades,
temperaturas,
cenários,
sentimentos
do tempo.

Vejo neblina
densa,
pequenas luzes
de semáforos,
que tentam
guiar
vultos e
carros,
nas dores
de seus
motores.

Cenas da vida ,
com poucas,
certezas,

não cito
a primeira,

o amor
é
a nobreza
da
saudade

e
o veredito
sempre é
contra
ao
maldito

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