Solidão forçada
duas vezes ,
por dois
portões
e
uma
decisão .
A tortura
na lembrança
constante
nos espaços
vazios
de tempo,
que
aumentaram ,
esperança
à'calmar
desespero
como
num
templo,
não
desistir
como carteiro
que vê as centenas
de cartas colocadas
na caixa de correio
lotada,
talvez
lidas,
e se acolhidas,
cada palavra
protegida
num coraçãozinho ,
relicário
que bate
como segredo
que abrirá
portões
e desejos.

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