Páginas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

PREGOS E GRILHÕES .

    A unificação ortográfica pelos 8 países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa-CPLP reagiu à   uma imposição frente ao mundo globalizado-financeiro,  na busca de melhores resultados econômicos e sobrevivência cultural frente a agressiva   ação das línguas centrais sobre as ditas  periféricas.
   Torna-se necessário iniciarmos o debate sobre o avanço do sistema de medida                  pé-polegada sobre o métrico- decimal , oficial em nosso país.
    A Revolução Francesa veio encabeçar o movimento internacional iniciado no século XVII  em   estabelecer um sistema de medidas universal.
    Em 1789 a Academia de Ciências da França constitui uma comissão que definiu uma nova unidade, o metro, correspondendo a um décimo milionésimo de um quadrante do meridiano terrestre e o quilograma como unidade de massa, equivalente  a um decímetro cúbico de água á temperatura em que ela apresenta sua máxima densidade, o  mesmo volume como unidade de medida deu-se o litro.
    O Brasil passou  adotar o sistema métrico em 1862 por força da lei 1157 assinada pelo Imperador D. Pedro II.
     Em 1875 uma  conferência internacional criou o Bureau dos Pesos e Medidas que elaborou  o termo de adesão  ao tratado do sistema métrico.
         O Brasil foi um dos 20 países signatários.
     Atualmente somente os EUA e os países da comunidade Britânica, metrópole, territórios ocupados e ex- colônias,   apesarem de aderiram  ao tratado, continuam à  usar as  milhas = 1609 m , braças=1,8 m, pés=30,48  cm, palmos=22 cm e polegadas=2,54 cm. 
          Medidas medievais que usam as proporções humanas do europeu anglo-saxão do período pré   industrial.
          O arquiteto Vilanova Artigas, definiu o pé-polegada, remanesceste feudal,  coexiste de tantas ordens na organização  burguesa inglesa .
          A indústria de materiais da construção civil insiste em cotar tubos, condutores, ferragens e outros componentes em polegadas ou outras medidas mais distantes de nossa realidade,  infelizmente .
      Recém formado e residente em uma construção na cidade de Mauá, o mestre de obra para  sacanear-me ,  mandou-me comprar  pregos com dimensões fora de mercado, após humilhação  veio-me a curiosidade em saber quais suas unidades de  medidas ,     por exemplo do prego 18 x 27. Para meu espanto a primeira dezena indica o diâmetro do corpo da peça em fieira paris e a segunda, o comprimento em linhas portuguesas, sendo assim o referido prego equivale a  3,4 mm x 61 mm.    
                            Incrível a persistência de tais medidas.
   
Os objetivos das industrias transnacionais é clara,  ao instituir medidas adaptadas a suas maquinas que estão desalinhadas ao sistema métrico, impõe   a dominação da produção econômica e cultural. 
      Os precursores do capital anglo-saxões, os ingleses , fizeram o mesmo com as bitolas das linhas férreas, alterando suas dimensões  para garantir a venda de seus eixos e  equipamentos  durante  a época da supremacia da produção  cafeeira no Brasil.
 
        Tornaram os  cálculos penosos aos  técnicos e profissionais brasileiros.
  Se houvesse a padronização em unidade métrica as perdas na construção civil seriam menores, hoje equivalente a 20% do total produzido e com certeza o operário entenderia   linguagem do canteiro de obra e o  arquiteto  não seria técnico do conhecimento "supremo", capataz de seu tempo.   
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário