A história brasileira é repleta de grandes encontros, sempre conflitantes , exemplo que o destino reservou para Padre Cícero, Lampião e Luiz Carlos Prestes durante a jornada heroica da Coluna , amorosos... Tarcila do Amaral, Oswald de Andrade e Pagú ou intelectual Oscar Niemeyer e Joaquim Guedes, mas esse foi de uma pureza que somente Drummond e Reidy poderiam ser protagonistas, tristeza que revela mais do que uma linda amizade, o quanto arquitetura e poesia se confundem e se fundem .
“A morte de
Affonso Eduardo Reidy desperta-me antes de tudo uma sensação de coisa errada,
fora de norma e ritmo.
Como se ele,
cedendo à modéstia, houvesse furado a fila dos mais velhos, que estavam na sua
frente, para chegar primeiro.
Reidy era a
distinção, a finura em pessoa, não podia passar à frente de outros. Tinha um
modo tão seu de trabalhar em discrição, como tantos outros trabalham em
apoteose.
Sua vida
merecia ter sido longa e protegida dos males cruéis. E depois, apenas um
cinqüentão, ele tinha ainda muito que fazer por causa do muito que já fizera.
Nós, usuários dessa criação, estamos sempre
exigindo mais. Nada pedimos aos omissos e aos estéreis, mas de um sutil
manipulador de forma e espaço, como Reidy, quanta coisa se podia esperar
ainda!”
Carlos Drummond
de Andrade , em momento
de tristeza pelo falecimento de REIDY.
Tudo isso aconteceu no dia 10 de agosto de 1964, ano do golpe militar no Brasil que matou e prendeu patriotas e calou nossa cultura por 21 anos.
Tudo isso aconteceu no dia 10 de agosto de 1964, ano do golpe militar no Brasil que matou e prendeu patriotas e calou nossa cultura por 21 anos.







