Páginas

sábado, 26 de janeiro de 2013

ARQUITETURA, VOLUME E COR PARTES INDISSOLÚVEIS DA FORMA

     A qualidade e eficácia dos sentidos humanos, longe de ser um dom divino e metafísico, trata-se de um processo genético e sua evolução educativa, quase sempre de difícil acesso a toda a população.
     A visão por requerer pouca energia e pela infinidade de informação acumulada numa fração de segundos é o mais democrático dos sentidos.
As cores das luzes do sol e das florestas

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

NIEMEYER É HOMENAGEADO NO DIA DO ANIVERSÁRIO DE SAMPA.


    Justa homenagem ao arquiteto que marcou a paisagem urbana de São Paulo e o imaginário coletivo dos paulistanos. Prefeito Haddad começou bem sua gestão. Parabéns São Paulo!!!!


sábado, 19 de janeiro de 2013

PROJETO E OBRA PÚBLICA, PEDRAS E PADRES na reforma da Matriz Velha de Americana

   Projetos transmitem sensações diferentes ao arquiteto, uma casa em que as pessoas morem confortavelmente, um loteamento bem resolvido que ofereça convívio e melhoria na qualidade de vida de seus moradores, mas obras públicas me satisfaz pelo esforço coletivo em melhorar a cidade, envolvendo a sociedade civil organizada, moradores, comerciantes e os trabalhadores públicos que  podem demonstrar a importância de suas tarefas para a população.
  Trabalhei e coordenei o departamento de urbanismo de Americana, o UDFU entre 1997 a 2000 e  lá pudemos apresentar e realizar algumas obras que implementaram melhorias na região central.
  O projeto contou com a parceria da Associação Comercial local, a ACIA e previa um quadrilátero com ampliação dos calçadões, portanto da área de pedestres e que tinha como vértices os pontos históricos e referenciais da arquitetura , a estação ferroviária, a Matriz velha, a Biblioteca e a praça principal.

sábado, 12 de janeiro de 2013

SELARÓN, UM PROFANO EM TERRA SANTA

   Jorge Selarón ,o artista plástico, representa  literalmente a arte popular , a visão lúdica que o povo tem de seu próprio espaço da cidade , transcendendo fronteiras de guetos impostas pelo mercado e a  eugenia dos que dominam as partes privilegiadas do complexo tecido urbano.
   O seu mais conhecido  trabalho é a escadaria do convento , ligação entre a Lapa e ao Bairro elevado de Santa Teresa. Diga-se que trata-se da parte da Lapa em que turistas pouco visitam por ser   área  de cortiços , abrigo de trabalhadores pobres, mascates da região central, travestis, boêmios e artistas, ele próprio morador de pensão estabelecida em antigos e depauperados casarões e bem  como  endereço  de seu atelier.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Atuar e ser parte do canteiro de obras, o porquê de ser arquiteto



        Flavio Motta em 1967  lança o texto "Desenho e Emancipação" que  em conjunto com Villanova Artigas veio a dar linhas gerais do que seria o curso de arquitetura e o seu papel social, substituindo a figura do arquiteto decorador pelo tecnológico, sendo o habitar uma necessidade humana. 
       Lúcio Costa, Niemeyer, Affonso Reidy  e os Modernistas do Rio  e   Artigas e os arquitetos da chamada Escola Paulista, influenciaram várias gerações,que posteriormente teve em Sérgio Ferro, Flávio Império e Rodrigo Lefévre seus continuadores no pensar arquitetura na ótica marxista e que viria formar a minha.
      Meu pai era amigo de Artigas, Motta e todo uma geração de artistas e arquitetos que conviveram entre 1971 e 1978 fazendo trabalhos para  Secretaria  de Planejamento do Município de São Paulo ou na EMPLASA e mesmo na iniciativa privada, na Hidroservice e na Hidrobrasileira ,que empregaram muitos perseguidos políticos durante a ditadura civil-militar, dentre eles o Flávio Império que já tinha sido estagiário de Joaquim Guedes em 1959.
     Engenheiro especialista em planejamento , o velho Victor Chinaglia  foi decisivo para minha escolha em ser arquiteto ainda aos 8 anos.
     Na FAU-PUCCAMP entre 1985 e 1989, ano da Nova República e da legalidade do PCB, foi o aprendizado deixado pelo Rodrigo Lefévre e seus colegas , meus professores.
    Como Diretor de Urbanismo ou Secretário de Planejamento aprendi muito  com Niemeyer, Fábio Penteado e principalmente Joaquim Gudes que moldou definitivamente minha visão do papel social do arquiteto e a arte de projetar.
    Hoje , tenho em Mário Yoshinaga um colega de estudo e parceiro de idéias e ao lado do Arquiteto Marco António Alves Jorge, o Kim,  a oportunidade através das cooperativas  Cooperteto de Habitação e na Braço Forte de Arquitetura e Construção de                                  atuar e ser parte do canteiro de obra.
     A participação do povo no poder decisório do projeto e da obra, em conjunto com toda a cadeia produtiva da indústria da construção civil sem o intermediário, me faz ter certeza do papel do arquiteto na busca política de uma sociedade moderna, participativa e democrática, que ainda teremos.    
   
O quadro dedicado a mim quando eu tinha 5 anos  foi feito por Marcelo Nitsche  e retrata a esposa de Flávio Motta.